sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

TELESC[OPIO BRASILEIRO LANÇADO PELA NASA

Espaço

Telescópio brasileiro para observação do Sol é lançado pela NASA

Telescópio brasileiro para observação do Sol é lançado pela NASA
Instrumento científico Solar T, transportado por um balão estratosférico, está em voo de circunavegação na Antártica captando a energia que emana das explosões solares em frequências nunca medidas.[Imagem: CRAMM]
Solar-T
A NASA lançou um balão estratosférico que transporta dois equipamentos científicos voltados a estudar o Sol. O lançamento foi feito em McMurdo, base dos Estados Unidos na Antártica, na última segunda-feira (18).
Um dos equipamentos é o Solar-T, um telescópio fotométrico duplo, projetado e construído no Brasil por pesquisadores do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM), da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em colaboração com colegas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
O outro equipamento é o experimento de raios X e gama GRIPS (sigla em inglês de Gamma-ray Imager/Polarimeter for Solar Flares), da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, ao qual o Solar-T foi acoplado.
Sol em terahertz
A grande novidade científica das observações realizadas pelo Solar-T é que ele é capaz de captar a energia que emana das explosões solares em duas frequências inéditas, de 3 e 7 terahertz (THz) - daí o "T" no nome do telescópio - que correspondem a uma fração da radiação infravermelha distante.
"Essas frequências de 3 e 7 terahertz são impossíveis de serem medidas a partir do nível do solo porque são bloqueadas pela atmosfera. É necessário ir para o espaço para medi-las", disse Pierre Kaufmann, pesquisador do CRAAM e coordenador do projeto.
Situada no espectro eletromagnético entre a luz visível e as ondas de rádio, aradiação terahertz (1 trilhão de Hertz ou 1012 Hz) permite observar mais facilmente a ocorrência de explosões associadas aos campos magnéticos das regiões ativas do Sol, que muitas vezes lançam em direção à Terra jatos de partículas de carga negativa (elétrons) aceleradas a grandes velocidades.
Nas proximidades do planeta, essas partículas normalmente produzem as belas auroras austrais e boreais, mas, em intensidades muito grandes, podem interferir no funcionamento de satélites de telecomunicações e, em última instância, até mesmo nas redes elétricas em terra.
As emissões terahertz no Sol só foram descobertas recentemente, e o Solar-T poderá ajudar a elucidar sua origem. Elas podem ser geradas, por exemplo, por mecanismos de aceleração de partículas a altos níveis de energia, antes insuspeitados.
Uma das hipóteses é a de que as emissões sejam produzidas por elétrons ultrarrelativísticos, acelerados por campos eletromagnéticos até velocidades próximas à da luz. "Outras cogitações relacionam sua origem com o decaimento de píons, produzindo pósitrons de alta energia", disse Kaufmann.
Telescópio brasileiro para observação do Sol é lançado pela NASA
Uma explosão solar aparece muito diferente quando vista em cada comprimento de onda - ainda não havia observações em terahertz, como as que estão sendo feitas pelo Solar-T. [Imagem: NASA/SDO/Wiessinger]
Lançamento de graça
O custo de experimentos espaciais a bordo de balões estratosféricos é muito menor em comparação ao uso de satélites lançados por foguetes. Neste caso, porém, sequer houve custos para a equipe brasileira.
"Não tivemos que pagar nada pela missão porque fomos convidados pelo grupo de pesquisadores do experimento GRIPS a participar do projeto após apresentarmos o Solar-T em uma conferência internacional. Estávamos à procura de um lançador para o telescópio e tínhamos até um projeto de ter um lançador próprio," contou Kaufmann.
Igualmente importante, o Sol também nunca se põe no Polo Sul nesse período do ano, ampliando as observações. Além disso a circulação estratosférica de vento - o chamado vórtice - em volta do Polo Sul é favorável nessa época do ano.
Dessa forma, é possível coletar ininterruptamente a luz emitida pelo Sol. "Mesmo agora, em que o Sol está em uma fase de queda de ciclo, a chance de detectar uma explosão razoável, observando por 24 horas diariamente e em um período entre 20 e 30 dias em que o Solar-T ficará na estratosfera, é muito boa", avaliou Kaufmann.
Telescópio brasileiro para observação do Sol é lançado pela NASA
O balão levando os dois instrumentos, momentos antes de seu lançamento, e um mapa com o trajeto de circunavegação iniciado logo após o lançamento. [Imagem: NASA]
Fotômetros terahertz
Para fazer as medições, o Solar-T conta com dois fotômetros (medidores de intensidade de fótons), coletores e filtros para bloquear radiações de frequências indesejáveis (infravermelho próximo e luz visível), que poderiam mascarar o fenômeno, e selecionar as frequências de 3 e 7 terahertz.
Os dados coletados pelo telescópio são armazenados em dois computadores a bordo do equipamento e transmitidos compactados à Terra, por meio de um sistema de telemetria, valendo-se da rede de satélites Iridium. Os dados transmitidos à Terra são gravados em dois computadores no CRAMM.
"A transmissão dos dados obtidos pelo Solar-T para a Terra garante a obtenção das informações coletadas caso não seja possível recuperar os computadores a bordo do equipamento, porque as chances são muito baixas," afirmou Kaufmann. "A Antártica é maior do que o Brasil, tem pouquíssimos lugares de acesso e não há como controlar o lugar onde o balão deve cair."
De acordo com o pesquisador, os dois fotômetros THz, os computadores de dados e o sistema de telemetria do Solar-T estão funcionando normalmente, alimentados por duas baterias recarregadas por painéis solares.
Os dados terão que ter precisão de apontamento e rastreio do Sol de mais ou menos meio grau. Esse nível de precisão deverá ser assegurado por um sistema automático de apontamento e rastreio do GRIPS, com o qual o Solar-T está alinhado.

"Por enquanto, ainda não houve nenhuma grande explosão solar captada pelo Solar-T. Mas, caso ocorra, o equipamento poderá detectá-la e enviar os dados para analisarmos," disse Kaufmann.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

PORTOS DO NORTE AUMENTAM EXPORTAÇÕES

Notícias 


Exportações por portos do Arco Norte já aumentam 51% de janeiro a novembro

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Exportações por portos do Arco Norte já aumentam 51% de janeiro a novembro
29/12/15 - 06:29 
O escoamento de grãos pelos portos do Arco Norte – Amazonas, Bahia, Maranhão e Pará – cresceu 51% de janeiro a novembro deste ano, em relação ao mesmo período de 2014, segundo o Departamento de Infraestrutura, Logística e Geoconhecimento para o Setor Agropecuário, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A expectativa do Mapa é que os quatro estados possam embarcar 25,5 milhões de toneladas em 2016.

Os portos que compõem o Arco Norte são os de Itacoatiara (AM), Salvador e Ilhéus (BA), São Luis (MA) e Barcarena e Santarém (PA). De janeiro a novembro, eles embarcaram mais de 18,2 milhões de toneladas de soja e milho, antes 12 milhões de toneladas exportadas em igual período de 2014. “Isso mostra que os exportadores estão preferindo a porta de embarque pelo Norte e Nordeste”, diz Carlos Alberto Nunes Batista, assessor do Departamento de Infraestrutura, Logística e Geoconhecimento do Mapa.

A estimativa de que a capacidade de exportação do Arco Norte aumente em mais de 40% no próximo ano se baseia em dados da Companha Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal projeta uma colheita de 102,5 milhões de toneladas de soja, com embarques de 72 milhões de toneladas. A empresa também prevê uma safra de 72 milhões de toneladas de milho, com vendas externas de 30 milhões de toneladas.

“A expansão dos portos acima do Paralelo 16º Sul contribui para a redução do custo logístico na exportação. Com isso, há menor pressão sobre os portos do Sul e Sudeste, devido à proximidade com as áreas de grande produção de grãos, como o Mato Grosso”, assinala Carlos Alberto Nunes Batista.

De acordo com ele, a melhoria da logística de escoamento pelo Arco Norte pode reduzir em quase US$ 50 por tonelada o custo logístico – porteira/porto de embarque –, favorecendo as exportações de milho e soja em larga escala e beneficiando principalmente os produtores situados a cerca de 2 mil quilômetros dos atuais embarcadouros do Sul e do Sudeste. 

domingo, 20 de setembro de 2015

UM MUNDO BEM MELHOR!!!


ALGODÃO RESISTENTE A SECA

Embrapa começa a testar novo algodão tolerante à seca

16:19 | 11 agosto 2015
Teste do algodão resistente à seca
Teste do algodão resistente à seca
A Embrapa conseguiu um resultado extremamente promissor para a cotonicultura no Brasil: a obtenção de plantas geneticamente modificadas (GM) de algodão com maior capacidade de tolerar os longos períodos de veranico e seca a que são submetidas no bioma Cerrado, principal região produtora do País. A conquista é decorrente da introdução de um gene denominado DREB (dehidration responsive element bending) em plantas de algodão.
Nos testes, as plantas foram submetidas à retenção de água nas casas de vegetação da Embrapa Arroz e Feijão (GO) e mostraram maior desenvolvimento de parte aérea e raiz, assim como aumento de 26% na manutenção de suas estruturas reprodutivas (botões florais, flores e frutos) em relação às plantas não transgênicas sujeitas às mesmas condições de estresse hídrico. O próximo passo é solicitar à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) autorização para testar a variedade no campo, o que deverá ser feito em outro centro de pesquisa da Empresa: a Cerrados (DF).
A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma cooperação internacional iniciada em 2009 envolvendo dois centros de pesquisa da Embrapa, Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e Algodão (PB), com o Japan International Research Center for Agricultural Sciences (JIRCAS), órgão vinculado ao governo japonês.
“Trata-se de um resultado muito positivo e promissor para o agronegócio brasileiro”, comemora a pesquisadora Maria Eugênia de Sá que, com a estudante de pós-doutorado Magda Beneventi, conduziu os estudos na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, sob a coordenação da pesquisadora Fátima Grossi. Na Embrapa Algodão, as pesquisas foram realizadas pelo pesquisador Giovani Brito que, atualmente, compõe o quadro da Embrapa Clima Temperado.
As plantas de algodão tolerantes à seca podem ajudar os cotonicultores brasileiros a enfrentar uma das piores ameaças a esse setor hoje no País: a alta ocorrência de veranicos no bioma Cerrado, marcados por longos e fortes períodos de seca.
Primeiro resultado positivo no mundo com gene DREB em algodão
As pesquisas consistiram na introdução do gene DREB 2A em plantas de algodão para induzir a tolerância à seca. Esse gene já vinha sendo aplicado com sucesso pela equipe da pesquisadora Yamaguchi Shinozaki do laboratório de estresses abióticos do JIRCAS, tendo resultado no desenvolvimento de plantas de arroz, trigo, tabaco e Arabidopsis thaliana (planta-modelo) com níveis diferenciados de tolerância à seca. O gene DREB está diretamente ligado à expressão de proteínas e a sua principal vantagem é a capacidade de ativar outros genes responsáveis pela proteção das estruturas celulares durante o deficit hídrico.
O gene foi disponibilizado pelo instituto japonês, a partir da cooperação técnica entre as duas instituições, e sua introdução em plantas de algodão foi uma iniciativa pioneira da Embrapa em nível mundial.
Os resultados foram bastante promissores, como explicam as pesquisadoras Fatima Grossi e Maria Eugênia de Sá, especialmente em relação às raízes das plantas, que alcançaram o dobro da profundidade comparadas às plantas convencionais, aumentando a absorção e retenção de água para enfrentar o estresse hídrico. Essa característica é extremamente vantajosa para as condições dos solos de Cerrado, que são do tipo latossolos profundos, com boa capacidade de armazenamento de água, o que favorece a seleção de plantas com sistema radicular mais desenvolvido.
“Em condições de estresse, as plantas de algodão GM foram capazes de absorver água com maior eficiência em relação às não transgênicas, graças ao melhor desempenho morfológico e robustez das raízes (superfície total, comprimento e volume), sem necessidade de gastar muita energia.
Foi verificado também que o desenvolvimento da parte aérea das plantas de algodão GM foi cerca de 15% superior ao das convencionais, incluindo a área foliar total, massa seca e altura das plantas, respectivamente. Além disso, foi observado maior número de estruturas reprodutivas (botão floral, flor e maçã) nas plantas GM (em torno de 26%) em comparação com as convencionais, sob condição de estresse severo.
Brasil entre os maiores produtores
O algodão é um produto de extrema importância socioeconômica para o Brasil. Além de ser a mais importante fonte natural de fibras, garante ao País lugar privilegiado no cenário internacional como um dos cinco maiores produtores mundiais, ao lado de China, Índia, Estados Unidos e Paquistão.
Até a década de 1980, o cultivo de algodão no Brasil era concentrado, principalmente, nas regiões Nordeste e centro-sul. A introdução do bicudo-do-algodoeiro, praga de maior impacto dessa cultura, aliada a outros fatores socioeconômicos e ambientais, devastou as lavouras algodoeiras no período, fazendo com que o Brasil passasse de exportador a importador de algodão. A partir da década de 1990, a cultura migrou para a região do Cerrado e hoje ocupa uma área superior a um milhão de hectares, concentrada principalmente nos estados de Mato Grosso, Bahia e Goiás.
Várias estratégias podem ser utilizadas para reduzir as perdas causadas pela seca, como o manejo adequado do solo e da lavoura e irrigação, entre outras. A biotecnologia tem se consolidado como importante aliada da agricultura nas últimas décadas, pois permite desenvolver variedades adaptadas a diferentes condições de estresses bióticos e abióticos.
Além de garantir a estabilidade da produção no Cerrado, a Embrapa espera contribuir também para o restabelecimento da cultura do algodão na região Nordeste do Brasil. “Em ambos os casos, os impactos sociais e econômicos poderão ser muito expressivos”, acreditam os pesquisadores responsáveis pelo estudo.

sábado, 8 de agosto de 2015

ARROZ RESISTENTE A SECA

Notícias 


Cientistas argentinos desenvolvem arroz tolerante à seca

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07/08 
O arroz, principal alimento da maioria da população mundial, não pode ser cultivado em solos em que há pouca disponibilidade de água. Cientistas argentinos, entretanto, buscam superar essa limitação ambiental por meio da biotecnologia. Eles identificaram um gene que é crucial para a tolerância à seca no arroz. O estudo foi publicado na revista científica Plant Molecular Biology.

O grupo liderado pela integrante do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (CONICET), Raquel Chan, e pelo professor do Departamento de Ciências Vegetais da Universidade da Califórnia-Davis, Eduardo Blumwald, descobriu que o gene OsWRKY47 é responsável pela tolerância ao estresse hídrico. De acordo com Blumwald, se a atividade do gene for estimulada, a resistência à seca poderá ser ainda maior.

Dessa maneira, os pesquisadores superexpressaram o gene em plantas de arroz e as testaram em laboratório, simulando condições de baixa disponibilidade de água. Ficou claro que enquanto as variedades transgênicas mantinham bom desempenho, os vegetais que não haviam sido transformados geneticamente se deterioravam.

“Se as respostas às experiências em confinamento continuarem a ser positivas, vamos levar as plantas para testes em campo”, afirmou a Dra. Chan, considerada pela BBC de Londres e pela Rede Interamericana de Academias de Ciências uma das dez mulheres que lideram a pesquisa científica na América Latina.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

TEGRAM DO MARANHÃO COMEÇA A OPERAR

30/07/2015 - Terminal de Grãos do Maranhão começa a exportar milho; recebe primeiro trem

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), um dos novos grandes terminais exportadores do agronegócio brasileiro, carrega nesta quarta-feira seu primeiro navio de milho, poucos meses após iniciar a operação com soja.

Além disso, na madrugada desta quarta-feira começou o descarregamento do primeiro trem graneleiro no terminal.

"Nossa estimativa é da ordem de 800 mil a 1 milhão de toneladas de milho saindo por lá até o fim do ano", revelou à Reuters o executivo representante do Tegram, Luiz Claudio Santos.

O Tegram, construído em São Luís por um consórcio composto por NovaAgri, Glencore, CGG Trading e Amaggi/Louis Dreyfus, é um dos grandes terminais que passaram a reforçar as operações de companhias exportadoras que buscam alternativas aos congestionados portos do Sul e do Sudeste do Brasil.

A primeira carga de milho exportada foi vendida pela trading CGG para o Oriente Médio, afirmou Santos, diretor de Logística e Infraestutura da CGG.

O terminal despachou seu primeiro navio com soja em meados de março e agora passa a embarcar também milho, cereal que deverá dominar a pauta de exportações de grãos do Brasil no segundo semestre, após uma grande colheita no Centro-Oeste.

Até o momento, o Tegram já exportou 1,51 milhão de toneladas de soja, em 24 navios.

A previsão, segundo Santos, é operar ainda oito navios com soja em agosto e mais dois em setembro.

Gradualmente, no segundo semestre, o milho deverá dominar os embarques. A expectativa é fechar este primeiro ano de operações com exportações de 2,5 milhões de toneladas de grãos.

Após investimentos relativamente recentes, os terminais do Norte e Nordeste passaram ter uma papel mais relevante no escoamento da safra brasileira, e devem ganhar cada vez mais importância nos próximos anos.

A Reuters revelou na semana passada que a Multigrain, da japonesa Mitsui, começou a exportar soja não transgênica por um terminal incomum, no litoral de Sergipe, há cerca de dois meses.

Ainda no ano passado, as gigantes Bunge e ADM despacharam seus primeiros navios de soja por terminais localizados em Barcarena (PA), aproveitando-se do corredor fluvial da região do rio Amazonas.

Segundo o Tegram, as chuvas --que, quando ocorrem, obrigam o fechamento dos porões dos navios e interrompem os embarques-- não serão problemas para as operações nos próximos meses, já que a estação seca na região dura de julho a dezembro.

FERROVIA

O Tegram está na ponta norte da Ferrovia Norte-Sul e da Estrada de Ferro Carajás, operando ao lado de terminais de grãos e minério de ferro da VLI Logística e da Vale, na capital maranhense.

Até esta semana, no entanto, o Tegram recebia apenas grãos por meio de caminhões.

A VLI, que opera na ferrovia, entregou a obra de um ramal de cerca de dois quilômetros, que permitiu o acesso do primeiro trem, contratado pelo consórcio Amaggi/Louis Dreyfus Commodities.

"O modal ferroviário vai representar 70 a 80 por cento da nossa logística. O primeiro comboio de soja foi descarregado nesta madrugada", afirmou Santos.

Ao longo dos próximos meses, os descarregamentos ferroviários deverão gradualmente ganhar força no Tegram, ampliando as opções logísticas para produtores e empresas exportadoras que atuam em Tocantins, sul do Maranhão e leste de Mato Grosso, regiões de grande expansão de lavouras.

A VLI confirmou que dois novos terminais de transbordo, em Porto Nacional e Palmeirante, ambos em Tocantins, estarão recebendo caminhões e carregando grãos nos comboios ferroviários já para a próxima safra 2015/16.

Após os testes de 2015, o Tegram espera exportar 3,5 milhões de toneladas de grãos no ano que vem, projetou Santos.

Quando a capacidade operacional da primeira fase do projeto for atingida, serão 5 milhões de toneladas anuais.
Reuters

quarta-feira, 15 de julho de 2015

FOTOSSINTESE ARTIFICIAL

Energia

Nascem primeiros painéis de fotossíntese artificial

Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/07/2015
Tungstênio transforma luz do Sol em hidrogênio
Os painéis de fotossíntese artificial produzidos ainda são pequenos, mas a técnica pode ser aplicada em grandes dimensões. [Imagem: Xiaoyun Yu et al. - 10.1038/ncomms8596]
Energia solar e hidrogênio
São várias as técnicas em desenvolvimento no campo dafotossíntese artificial, que busca uma forma de usar a energia solarpara quebrar moléculas de água e produzir hidrogênio.
hidrogênio é uma fonte de energia interessante porque tanto poderia ser utilizado diretamente nas usinas térmicas atuais - sendo queimado para produzir eletricidade ou vapor nas indústrias, por exemplo -, como em células a combustível, produzindo eletricidade sem a emissão de qualquer poluente.
Isto não é possível hoje porque o hidrogênio é produzido a partir do gás natural - o que, de certa forma, o torna um "neto" doschamados combustíveis fósseis.
Xiaoyun Yu e seus colegas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, desenvolveram agora uma solução para a fotossíntese artificial que prima pela simplicidade e pelo baixo custo, podendo finalmente apontar o caminho para a conversão de uma economia baseada em fontes de energia sujas para fontes de energia limpas.
Painel de fotossíntese artificial
O processo de fotossíntese artificial - a quebra da molécula de água para produzir o hidrogênio - é feito por uma folha monoatômica de disseleneto de tungstênio, um material bidimensional menos famoso do que o grafeno, mas já usado para construir nanolasers.
Os materiais bidimensionais são muito bons em converter a luz solar em eletricidade, mas é difícil fabricá-los nas dimensões de um painel solar - ou de um painel de fotossíntese artificial.
Tungstênio transforma luz do Sol em hidrogênio
Esquema da técnica de fabricação das folhas bidimensionais de disseleneto de tungstênio. [Imagem: Xiaoyun Yu et al. - 10.1038/ncomms8596]
Yu e seus colegas resolveram a questão aspergindo seu material entre dois líquidos que não se misturam - água e óleo. Isto criou uma parede que pressionou os cristais de disseleneto de tungstênio. A aplicação de vibrações sônicas fez com que esses cristais se esfoliassem e formassem uma película - ou filme fino - do material monocamada.
Os líquidos foram então removidos e o filme fino foi cuidadosamente transferido para uma base de plástico flexível, criando um painel solar pronto para produzir hidrogênio.
"[A técnica] é adequada para processamento rolo a rolo de alta velocidade. Considerando a estabilidade desses materiais e a facilidade relativa do nosso método de deposição, isto representa um importante avanço rumo a uma conversão energia solar-combustível líquido viável economicamente," disse o professor Kevin Sivula, orientador do trabalho.